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December 2017

Mulher Empreendedora 2

O CRESCIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO NO BRASIL

By | #ChegarLa | No Comments

O CRESCIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO NO BRASIL

Como já falei anteriormente aqui com vocês, o empreendedorismo feminino é um assunto que considero extremamente importante e um segmento que, felizmente, tem crescido bastante no nosso país. Somamos, atualmente, mais de oito milhões de empreendedoras no Brasil e somos responsáveis por 51% dos novos negócios abertos em nosso pais (já empreendemos mais que os homens, mulherada!).

Boa parte desse crescimento se deve a iniciativas como a da Rede Mulher Empreendedora (RME), criada em 2010, e que, atualmente, conta com mais de 300 mil empreendedoras cadastradas. Suas idealizadoras, Ana Lucia Fontes e Alice Salvo Sosnowski, tiveram a ideia de montar o projeto depois de participarem do programa 10 mil mulheres da FGV, do banco de investimentos Goldman Sachs, que, desde 2008, oferece formação em administração e gestão de negócios para mulheres empreendedoras ou que desejam empreender.

A Rede Mulher Empreendedora oferece workshops, palestras e encontros nos quais são oferecidas informações essenciais para as mulheres que têm o sonho de empreender. As empreendedoras cadastradas também têm acesso a conteúdos e dicas sobre o universo do empreendedorismo. Você, leitora, é uma mulher empreendedora? Tem vontade de empreender? Conta aqui pra mim e vamos, juntas, falar um pouco mais sobre empreendedorismo feminino.

Mulher Empreendedora

QUAL O PERFIL DA BRASILEIRA EMPREENDEDORA?

By | #ChegarLa | No Comments

QUAL O PERFIL DA BRASILEIRA EMPREENDEDORA?

A gente já falou aqui sobre o crescimento do empreendedorismo no Brasil, sobretudo o empreendedorismo feminino, mas, fica uma dúvida no ar, quem é essa empreendedora brasileira sobre a qual tanto falamos?

A Rede Mulher Empreendedora (RME) buscou responder essa questão e organizou, em 2016, o estudo Quem São Elas. O levantamento mostrou que a empreendedora brasileira tem, em média, 39 anos, quase 80% têm ensino superior completo ou mais, e mais da metade (55%) têm filhos – das que já são mães, 75% decidiram empreender depois da maternidade.

Mas para entendermos de fato o empreendedorismo feminino brasileiro, precisamos analisar outros importantes aspectos. Por exemplo, somente 20% das mulheres empreendedoras são negras e pardas. Não podemos falar sobre esse tema sem mencionar as empreendedoras de classe C. Uma pesquisa feita pela RME revelou que, nas classes C e D, as mulheres empreendedoras têm negócios voltados, principalmente, ao comercio, e se utilizam dos dotes adquiridos ao longo da vida.

Por conta disso, a maior parte delas costuma trabalhar com alimentos ou com confecção de roupas, por exemplo. Por empreenderem sem nenhum conhecimento teórico a respeito de administração, planejamento e organização, por exemplo, (seja por dinheiro ou por jornada dupla), elas estão mais sujeitas a verem seus negócios falirem do que as suas colegas de outras classes sociais.

Erros como misturar finanças pessoais com as da empresa, dificuldades no momento de solicitar crédito para capital inicial, acreditar que o negócio se sustentará na originalidade de um produto, não gostar do ramo de mercado escolhido, contratar pessoas por afinidade e não competência, são os principais erros cometidos por elas no processo. Por isso, é extremamente importante, ao decidir embarcar no empreendedorismo, que nós mulheres estejamos munidas de informação ou cercadas por pessoas com as quais podemos obtê-las. Empreender é um universo muito interessante, mas bastante complexo e repleto de desafios diários para os quais temos de estar preparadas.

Feminismo pra quem

FEMINISMO PARA QUEM?

By | #NaoMeAbsorva | No Comments

FEMINISMO PARA QUEM?

Esta é a pergunta que devemos fazer a cada discussão levantada sobre o tema. Se você é homem e se considera feminista, volte duas casas. Sem sentir na pele as mazelas do machismo, é impossível entender a extensão do problema e, consequentemente, saber o tamanho da bandeira a ser levantada contra ele. É importante saber o peso e o privilégio que atitudes, falas e até mesmo a presença de homens têm, pelo simples fato de serem homens.

Por isso, nessa discussão surgem diversos termos que precisam ser esclarecidos antes de utilizados, como a diferença entre feminismo e machismo, que, ao contrário do que muitos dizem, não são opostos. O machismo é um comportamento socialmente reproduzido que estabelece padrões de comportamento para cada gênero, com o viés de que existe um gênero dominante (homens) em relação a outro submisso (mulheres). Já o feminismo, ao contrário do que muitos acreditam, consiste na luta pela equidade entre os gêneros e não na inversão deles.

Outro esclarecimento que precisa ser feito é o da diferença entre igualdade e equidade que muitos acham serem sinônimos, mas não são. A igualdade coloca todos os indivíduos na mesma caixa e, portanto com os mesmos direitos e necessidades. Porém, quando se observa a realidade prática percebemos que não é bem assim e que muitas pessoas, especialmente os integrantes de grupos sociais minoritários, têm seus direitos restringidos e suas necessidades ignoradas todos os dias. E o único caminho possível para resolver essas questões é através de políticas afirmativas.

Mas não são só as mulheres que sofrem com esse status quo. Meninos (ainda crianças) e homens que não encaixam perfeitamente na descrição de homem imposta a eles pela sociedade têm de lidar com a pressão de não serem aquilo que todos os outros esperam que eles sejam. Com o machismo, todos perdem.

Neste contexto, cabe ao homem não apenas tomar a decisão de lutar para deixar de ser mais um machista no mundo, mas também de chamar a atenção de outros homens para a questão. Todas as vezes que um homem vê um colega fazendo um comentário ofensivo, tendo uma atitude inapropriada ou sendo abusivo com uma mulher e não faz nada, ele está sendo cúmplice da atitude do agressor. A construção de uma sociedade mais igualitária depende de todos nós.

Geena Davis

GEENA DAVIS, MUSA NAS TELAS E NA VIDA

By | #CasaDeAraruama | No Comments

GEENA DAVIS, MUSA NAS TELAS E NA VIDA

Ela é linda, premiada, criou um instituto para debater a importância de boas representações femininas no cinema e na televisão e, não bastasse tudo isso, é uma das protagonistas de um dos meus filmes favoritos: Thelma & Louise. Geena Davis se não existisse teria de ser inventada.

Nascida nos EUA, em 1956, filha de uma assistente de professora e de um engenheiro civil, Geena era uma garota comum muito interessada em artes e principalmente em música. Tanto que, ainda criança, ela aprendeu a tocar flauta, piano e órgão.  O interesse pelo universo artístico continuou na vida adulta e ela decidiu estudar teatro na Universidade de Boston.

Com 35 anos de carreira, ela obteve bastante sucesso no cinema, especialmente nas décadas de 1980 e 1990. Em 1989, foi premiada com o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme O Turista Acidental, mas o seu maior êxito no segmento foi o filme Thelma & Louise, um ícone de libertação feminina. Ela também fez história ao protagonizar a série Commander in Chief, que conta a historia fictícia da primeira presidenta dos EUA. Pelo papel ela foi premiada com O Globo de Ouro em 2006

Com o objetivo de discutir a necessidade de boas representações femininas na televisão e no cinema e de mostrar para meninas que elas podem ser o que quiserem, ela criou em 2004 o Instituto Geena Davis. Em 2009, por conta desse projeto, Geena recebeu um titulo honorário de Doutora em Belas Artes pela Bates College.

Em 2015, ela deu mais um passo no caminho da equidade de gênero e colaborou para o lançamento de um festival anual de cinema que terá sua quarta edição em 2018. O The Bentonville Film Festival é realizado na cidade de mesmo nome, no estado do Arkansas, e tem como proposta dar mais visibilidade às minorias sociais, premiando obras que possuam em seu elenco e equipe mulheres e outros grupos socialmente vulneráveis. Geena Davis, que mulher!

 

PRECISAMOS FALAR DE FEMINICÍDIO

PRECISAMOS FALAR DE FEMINICÍDIO

By | #NaoMeAbsorva | No Comments

PRECISAMOS FALAR DE FEMINICÍDIO

Em outubro deste ano, Laís Andrade descobriu que o ex-marido, Valdeir Ribeiro de Jesus havia instalado, sem a autorização dela, uma câmera de vídeo no banheiro da casa em que ela morava com o filho dos dois, de oito anos de idade. As imagens eram transmitidas em tempo real por um computador instalado por ele no telhado do imóvel. Laís decidiu denunciar o ex e, a caminho da delegacia, foi morta por ele dentro do carro da polícia em que os dois haviam sido colocados, juntos.

Em depoimento à polícia, o homem admitiu que agiu por ciúme. Laís tinha 30 anos e foi mais uma vítima de feminicídio em nosso país. O caso aconteceu em Minas Gerais, o Estado em que, em 2016, quase 87% dos homicídios contra mulheres (397 mortes) foram enquadrados em feminicídio, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Recentemente tipificado, o feminicídio configura o crime de atentado à vida de uma mulher simplesmente pelo fato de ser mulher, ou seja, pela situação de vulnerabilidade social em que muitas de nós nos encontramos em diversas situações do cotidiano, dentro e fora de casa.

A lei, sancionada em 2015, entende que esse tipo de crime específico agrega “violência doméstica e familiar” e “menosprezo ou discriminação à condição de mulher” ou qualquer atentado contra uma mulher a partir do ódio ao feminino e o que ele representa e pode representar.

Qualquer violência de gênero (como agressões físicas e psicológicas, estupro, mutilação genital, entre outras) que configura em morte pode ser enquadrada na lei – o feminicídio considera o assassinato a etapa final de uma série de abusos.

A diferenciação em relação ao homicídio é importante, pois além de aumentar a pena ao agressor (passando de seis a 20 anos para 12 a 30), ele conscientiza a população a respeito da violência contra a mulher. Além disso, é importante ressaltar o fato de que grande parte desses crimes acontecem dentro de casa. Ou seja, nós mulheres não estamos seguras em nossos próprios lares, um problema que os homens não têm.

Entre março de 2016 e o mesmo mês desse ano, ocorreram 2925 feminicídios, um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior (dados dos Ministérios Públicos estaduais). São quase OITO casos por dia! #NaoMeAbsorva No ano passado, foram registrados 49.497 casos de estupros no país, uma média de 135 por dia, um aumento de 4,3% em relação a 2015.

Com essas taxas e números, somos o quinto país que mais mata mulheres no mundo (Mapa da Violência 2015). Entre os anos de 1980 e 2013, mais de 100 mil brasileiras foram mortas apenas por serem mulheres!

Ainda que os números sejam alarmantes, estima-se que eles não correspondam à realidade. Isso porque a tipificação do crime ainda é feita de forma incorreta e as mortes por feminicídio geralmente são classificados como homicídios simples. A melhor maneira de resolver essa questão é exigir a investigação policial de todos os casos de mortes violentas envolvendo mulheres. #MexeuComUmaMexeuComTodas

Foto: Fábio Braga

Hysteria

PARA VER E OUVIR AS MULHERES

By | #NaoMeAbsorva | No Comments

PARA VER E OUVIR AS MULHERES

Como vocês bem sabem, eu sou completamente fascinada pela origem das palavras. Histeria, por exemplo, vem do grego Hystera ou Hysteros e significa útero. Ao longo da história da humanidade, o termo foi utilizado de maneira pejorativa contra nós mulheres, sempre associado a transtornos nervosos e bruxaria e também como argumento para nos fazer ficar quietas. Quem nunca ouviu um “como você é histérica!” em uma discussão, não é mesmo? #NaoMeAbsorva

Com o objetivo de ressignificar o termo e dar voz criativa às mulheres, a Conspiração Filmes, uma das maiores produtoras independentes do Brasil, criou a Hysteria, divisão de produção de conteúdo (webséries, curtas metragens, reportagens, podcasts e playlists) totalmente criada por mulheres. Segundo Renata Brandão, CEO da Conspiração, em entrevista para a Folha de S.Paulo, dos 400 diretores em atuação no mercado atualmente, menos de 20% são mulheres. A ideia é justamente mudar esse cenário. Nesse sentido, o projeto conta com dez profissionais fixas e mais de 500 parceiras, entre roteiristas, diretoras, youtubers, designers e jornalistas, que proporcionam a criação de produtos sem estereótipo e limitações e com diversas perspectivas e recortes: a visão feminina sobre temas diversos, não necessariamente femininos.

Entre os programas originais da iniciativa, estão a websérie Tudo, com a atriz e escritora Maria Ribeiro, Alerta de Tubarão, com a fundadora do YouPix Bia Granja, além de coproduções, como a segunda temporada da série O Nosso Amor a Gente Inventa, da apresentadora Sarah Oliveira (um mais interessante que o outro). O universo pornô, sob a ótica feminina, também será explorado pela plataforma por meio de três curtas-metragem (um deles, batizado de Amores Líquidos, terá o Carnaval como pano de fundo).

A plataforma também tem desenvolvido projetos em parceria com empresas e instituições, como o Masp e a Google, por exemplo. Para o primeiro, a Hysteria documentará o processo criativo de estilistas e artistas famosos na criação das peças; já para o segundo, fará uma série sobre mulheres empreendedoras #ChegarLa. O projeto ainda contará com o Festival Hysteria, programado para o primeiro semestre de 2018, que contará com 12 shows de mulheres espalhados por São Paulo (numa espécie de Virada Cultural). São as mulheres conquistando todos os espaços #WeCanDoIt