O MELHOR PAÍS DO MUNDO PARA SER MULHER 

By March 5, 2018#NaoMeAbsorva
O MELHOR PAÍS DO MUNDO PARA SER MULHER 

O MELHOR PAÍS DO MUNDO PARA SER MULHER 

Um dos temas que eu mais abordo aqui no journal e na minha coluna #DonaDeSi, no site da Marie Claire, é a importância de batalharmos juntos por uma sociedade mais igualitária. A desigualdade de gênero é um mal que assola o mundo inteiro. O mais recente relatório Global Gender Gap, publicado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial desde 2006, estima que será preciso UM SÉCULO para reduzir a diferença de gênero no mundo se continuarmos no ritmo em que nos encontramos.

Levando em conta as desigualdades no local de trabalho, a estimativa da instituição é de que só teremos igualdade daqui a 217 ANOS! O ranking analisa a evolução da igualdade em 144 países do mundo com base em indicadores como oportunidades econômicas e participação política. Ano passado, o Brasil caiu para a posição 90 – no primeiro estudo, o Brasil ocupava a 67ª posição. #NãoMeAbsorva

Tendo em vista todas essas previsões nada animadoras, é importante destacarmos iniciativas implementadas ao redor do mundo que visam justamente melhorar este cenário. É o caso da Islândia, primeiro país do mundo a tornar ilegal e punir com multas quem paga um salário maior para um homem, em relação a uma mulher, quando eles ocupam o mesmo cargo. Pela nova legislação, implementada em janeiro deste ano, todas as empresas privadas e agências governamentais com mais de 25 funcionários são obrigadas a obter uma certificação oficial que comprove suas políticas de igualdade salarial entre homens e mulheres.

Os empregadores que não cumprirem a legislação estarão sujeitos a multa, que pode chegar a 50 mil coroas islandesas (cerca de R$ 1.500) por dia de descumprimento. Empresas com mais de 250 funcionários têm até o final deste ano para se adequar à nova regra, enquanto que companhias com menos de 90 funcionários podem se adequar até 2021. A nova lei foi aprovada por todos os partidos políticos do Parlamento islandês, onde 41% dos deputados e funcionários são mulheres. #RepresentatividadeImporta.

A meta da Islândia é eliminar a desigualdade de salários entre homens e mulheres até 2020. No ranking do Fórum Econômico Mundial, o país é apontado como a nação em que há mais igualdade de gênero, à frente de nações como Noruega, Finlândia e Suécia. Por conta disso, é considerado, atualmente, o melhor país do mundo para ser mulher. Apesar do destaque, as mulheres islandesas ainda ganham entre 14% e 18% menos do que os homens, segundo dados do próprio governo – na União Europeia, a diferença de salários entre homens e mulheres é, em média, de 16%.

E foi graças à união delas que a situação começou a mudar. Em outubro de 2016, milhares de mulheres saíram às ruas para reivindicar a igualdade salarial. Elas pararam de trabalhar às 14h38, horário a partir do qual elas calculam que começam a trabalhar de graça, levando em consideração a discrepância salarial com os homens (um levantamento semelhante, feito no Brasil, mas considerando os 365 dias do ano, mostrou que as mulheres passam a trabalhar de “graça” a partir do dia 19 de outubro).

Do protesto, as trabalhadoras seguiram direto para o Parlamento – estima-se que 90% das mulheres do país aderiram à manifestação, incluindo as donas de casa. Segundo dados oficiais, na Islândia 80% das mulheres trabalham e ocupam 65% das vagas universitárias. No país, pais e mães têm licença remunerada e cada um pode ficar em casa por três meses após o nascimento dos filhos e ganham outros três meses de licença, também remunerada, para dividir da forma que quiserem. Exemplos práticos a serem seguidos por outras nações, incluindo a nossa, em busca de uma sociedade igualitária.

Foto: INTS Kalnins/Reuters

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