DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

By March 7, 2018#ChegarLa
DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

Eu sou uma leitora voraz, sempre fui, desde menina. Viver apenas uma vida sempre me pareceu pouco demais e essa foi, por sinal, uma das razões que me motivaram a ser atriz. Ler sempre foi uma forma de não apenas viver outras histórias, mas também de viajar para lugares distantes e fazer novas amizades. A leitura, infelizmente, nunca foi um hábito difundido em nosso país e com o advento da internet e dos smartphones foi perdendo cada vez mais força. Nada contra as novas tecnologias (quem me conhece sabe que eu sou totalmente fã dessas novidades que, na maioria das vezes, facilitam e muito a nossa vida), mas é impossível não notarmos os impactos nocivos delas aos índices de leitura nacional.

Com o intuito de mudar este cenário, o desenvolvedor de software Fernando Tremonti criou o Leitura no Vagão , projeto que leva livros a terminais de ônibus e estações do metrô de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “Eu já tinha o hábito de deixar livros por onde passava. Se terminava um livro num restaurante, por exemplo, ele ficava por ali. Então decidi criar um projeto e centralizar esse movimento no ambiente que eu mais frequentava.”, disse em entrevista ao blog Livros, educação e Tecnologia, do jornal O Estado de S. Paulo.

A iniciativa funciona da seguinte maneira: um livro é deixado no banco para que um usuário possa lê-lo durante seu percurso no metrô ou no ônibus. A ideia é que a pessoa leia, tire uma selfie com o livro e use a hashtag #LeituraNoVagao para falar sobre a obra. Depois disso, o livro deve ser passado para frente para que outros possam ler. No começo, Tremonti compartilhava os livros que tinha em sua casa, em São Paulo, e divulgava os locais onde os deixava por meio das redes sociais. Com o tempo, o projeto foi se tornando conhecido e começou a receber doações de livros de outros leitores e também de editoras dispostas a contribuir com essa corrente do bem. Hoje, passados três anos, a iniciativa conta com o apoio do metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro e já chegou a cidades como Brasília e até Santiago, no Chile.

Outro projeto superinteressante neste sentido é o Esqueça um Livro, criado também em São Paulo pelo jornalista Felipe Brandão. A iniciativa foi inspirada no conceito estadunidense “book crossing”, que propõe o compartilhamento de “livros esquecidos” em lugares públicos. A primeira ação do projeto foi realizada no aniversário de São Paulo (25 de janeiro) e consistiu na distribuição de mais mil livros previamente arrecadados por Brandão – em pouco mais de 30 minutos, todos os exemplares já tinham novos donos. O sucesso da iniciativa é tamanho que, desde 2013, conta com edições itinerantes em diversas cidades do país.
Para participar é muito simples: o interessado deve baixar e imprimir um marcador do Esqueça um Livro, disponível no site do projeto. Depois, deve “esquecer” um livro em algum lugar público com o marcador. O livro “esquecido” deve ser fotografado e a imagem deve ser enviada para o site do projeto, com a legenda, nome do livro, autor e local onde o livro foi deixado. “Sonho com o dia em que alguém vai me abordar para dizer que começou a ler por causa do projeto”, afirma Felipe. Um sonho lindo, não é mesmo? Eu sou super favorável a essas criativas iniciativas que contribuem para a circulação ideias e conhecimento e estimulam o contato do público com os livros. Vamos ler mais, Brasil! Faz um bem danado ☺

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