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April 2018

REDES DA MARÉ: DIREITOS NA FAVELA

REDES DA MARÉ: DIREITOS NA FAVELA

By | #NaoMeAbsorva | No Comments

REDES DA MARÉ: DIREITOS NA FAVELA

Falei na coluna #DonaDeSi, que escrevo semanalmente na revista Marie Claire, sobre a minha experiência no Women of the World Fetival 2018, um dos maiores eventos feministas do mundo, realizado em Londres. E da minha felicidade em representar o Brasil junto com iniciativas sociais incríveis como o Redes da Maré, sediado na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O complexo da Maré ganhou as capas de jornais ultimamente por conta do brutal assassinato de Marielle Franco, no dia 14 de março. A vereadora do PSol era “cria da favela da Maré” – como ela mesma se apresentava em seu site oficial – e a sua trajetória como acadêmica foi um ponto fora da curva na comunidade, onde apenas 0,05% das pessoas tem mestrado.

Em 2016, foi eleita no Rio de Janeiro – a quinta vereadora mais votada – com uma campanha focada no lema “Eu sou porque nós somos”, na qual se referia as mulheres, negras moradoras de favelas, como ela.

Marielle era um nome importante na garantia de direitos da população mais pobre do Rio de Janeiro. Em pouco menos de 13 meses de mandato, apresentou 13 projetos – um deles em que propunha atendimento humanizado nos casos de aborto legal. Dias depois de denunciar os maus tratos da PM com moradores do subúrbio de Acari, foi brutalmente assassinada a tiros enquanto saia de um evento. Até hoje não houve nenhuma notícia do poder público sobre os mandantes do crime.

Militantes não deixam de levantar bandeiras que o crime contra a vereadora faz parte de um genocídio do povo preto e pobre pelas mãos do descaso do Estado. Lésbica e militante, Marielle morreu defendendo a causa dos seus e levando melhorias para os moradores da região, dominada pela violência policial.

Muito da história de vereadora tem a ver com a Redes da Maré. Ela foi aluna, professora e chegou a ser coordenadora do curso pré-vestibular comunitário que deu origem à instituição. A Redes da Maré trabalha através dos eixos de Arte e Cultura, Desenvolvimento Territorial, Direito à Segurança Pública e acesso à Justiça, Educação, Identidades/Memória e Comunicação.

Ao todo, 1.200 pessoas por ano são beneficiadas diretamente pelos projetos. De forma articulada, as ações buscam diariamente a ampliação de oportunidades para os moradores, que ao viverem numa favela sofrem historicamente diferentes formas de violações de direitos fundamentais.

O objetivo do eixo Direito à Segurança Pública e acesso à Justiça, por exemplo, é proteger a população da violência cotidiana no enfrentamento entre polícia e grupos civis armados que comercializam drogas ilícitas. Enquanto, outros eixos como Educação, Arte e Cultura visam contribuir para a formação cultural e profissional dos moradores da região. A instituição não governamental é dirigida por pessoas que têm origem na própria comunidade.

A Maré abriga cerca de 140 mil pessoas, distribuídas em 16 comunidades, numa área de pouco mais de 4 km². É o complexo mais populoso do Rio de Janeiro. Todo esse perímetro é atingido pelas ações da Redes. São ações como essa que podem transformar a sociedade. Já no caso da Marielle nós seguimos pedindo justiça! #MariellePresente #HojeeSempreMarielle

Foto: Douglas Lopes

OPRAH, UM ÍCONE

OPRAH, UM ÍCONE

By | #CasaDeAraruama | No Comments

É difícil encontrar alguém que não conheça Oprah! Uma das mulheres mais poderosas dos EUA, a norte-americana dispensa até sobrenome. Com uma fortuna estimada em quase US$3 bilhões, Oprah Winfrey é atualmente a terceira mulher mais rica dos EUA. Mas sua trajetória foi longa até alcançar sua posição atual como apresentadora, atriz e empresária de sucesso.

Nascida em um pequeno povoado do Estado do Mississipi e filha de uma empregada doméstica mãe solteira, Oprah foi criada pela avó materna em uma fazenda. Sob a orientação rigorosa de sua avó, ela aprendeu a ler com dois anos e meio de idade. Aos três anos, ela já entrevistava sua boneca e os corvos que pousavam perto à cerca da casa. Era tão boa oradora em período escolar que, na Igreja, lhe chamavam de “a pregadora”.

Aos seis anos, Winfrey foi enviada para o norte para morar com sua mãe e dois meio-irmãos em um gueto de Milwaukee, um bairro extremamente pobre e perigoso. Aos nove anos, acabou estuprada por um primo. E, infelizmente, os abusos não acabaram por aí. Oprah também foi abusada sexualmente por outros parentes e amigos da família.

Aos doze anos Oprah foi enviada para morar com o pai em Nashville, Tennessee. Nesse período, sentindo-se segura e feliz, começou a fazer discursos em reuniões sociais e igrejas, e uma vez ganhou quinhentos dólares por um discurso. Sabia então que queria ser “paga para falar”.

No entanto, foi chamada de volta pela mãe e teve que abandonar a vida tranquila que tinha com o pai. Sua mãe trabalhava e não tinha muito tempo para supervisioná-la. A vida com a mãe teve um efeito negativo na vida de Winfrey quando jovem. Depois de anos de mau comportamento, a mãe de Winfrey mandou-a de volta para o pai em Nashville.

A ida para morar com o pai foi o ponto de virada na vida de Oprah, que afirma que ele salvou sua vida. Muito rigoroso, o pai lhe dava orientação, estrutura, regras e livros. Tornou-se uma excelente aluna. Ganhou uma bolsa integral para a Tennessee State University. No ano seguinte, ela foi convidada para uma Conferência da Casa Branca sobre a Juventude.

Aos 17 anos, Oprah foi coroada como Miss Fire Prevention (Miss Prevenção de Incêncios), e por causa disso, foi à WVOL, uma estação de rádio local de Nashville, onde, de brincadeira, coube a ela narras as notícias. Ela fez aquilo tão bem que foi contratada pela estação.

Pouco tempo depois, a afiliada do Nashville Columbia Broadcasting System (CBS) ofereceu-lhe um emprego. Tornando-se a primeira mulher afro-americana de Nashville a se apresentar no noticiário da noite. Ela tinha dezenove anos e ainda estava no segundo ano da faculdade.

Sua carreira na televisão deslanchou! E, no começo dos anos 80 foi chamada para assumir como âncora do A.M Chicago, um famoso talk show matutino. Sob seu comando, o programa começou a dar mais destaques a temas atuais e mais polêmicos, deixando de lado os temas femininos tradicionais. Agora renomeado para Oprah Winfrey Show, o programa destacou-se ao levar pela primeira vez à TV entrevistas com pessoas comuns. O show foi líder de audiência na TV americana por 25 anos até que Oprah resolveu criar seu próprio canal a cabo- o Oprah Winfrey Network, além de uma bem-sucedida revista e uma empresa de produção cinematográfica.

Porém, o sucesso de Oprah não se limita ao seu trabalho na TV. Ela já foi indicada ao Oscar duas vezes, com as produções “A Cor Púrpura”, de 1985, e “Selma”, em 2014. Em 2011, ela recebeu um Oscar honorário por seu trabalho humanitário.

O poder de Oprah é tão grande nos EUA que muitos a querem na Casa Branca como presidente nas próximas eleições. Imagina ter essa mulher maravilhosa como presidente dos EUA?

 

foto: Mario Testino

VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

By | #ChegarLa | No Comments

VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

Vocês sabem como eu considero super importante as mulheres se unirem para conquistarem seus espaços e direitos. Felizmente, temos visto cada vez mais o poder feminino e a sororidade crescerem ao redor do mundo. E, muitos projetos, que surgem de parcerias entre instituições e empresas, têm contribuído para a conscientização da importância dessa busca por igualdades.

Exemplo disso é a união de forças das marcas L’Occitane en Provence– por meio da Fundação L’Occitane- e da revista Marie Claire para criarem a ação solidária La Flamme, que tem como objetivo principal contribuir para a educação e emancipação feminina em todo o mundo. A iniciativa, criada originalmente em 2015 na França, utiliza os lucros da venda da vela La Flamme (criada especialmente para a campanha), que leva o nome de uma chama por ser símbolo de esperança e de luz do conhecimento, para apoiar ações relacionadas à causa feminina.

A verba arrecada com a venda das velas La Flamme Marie Claire nas lojas L’Occitane en Provence do Brasil serão destinadas ao Consulado da Mulher, ação social da marca Consul. O instituto trabalha, desde 2002, com incentivos ao empreendedorismo feminino como forma de promoção da transformação social. Com um alcance em todo o território brasileiro, a organização seleciona, apoia e empodera mulheres empreendedoras, ajudando-as com a gestão de micronegócios, fornecendo capacitações para que elas possam empreender da forma mais eficiente e consigam ampliar seus negócios e sair da informalidade.

Desde 2015, a ação La Flamme já contribuiu para instituições de diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Espanha. E agora, além de contribuir para o trabalho do Consulado da Mulher, no Brasil, a ação apoiará as instituições Entrepreneurs du Monde, em Burkina Faso (África) e Toutes à L’école, no Camboja.

Com um perfume floral, a vela La Flamme Marie Clarie já estão sendo vendidas por R$40 em todas as lojas físicas e também no e-commerce da L’Occitane en Provence. Você pode ajudar muitas mulheres ao apoiar essa ação tão charmosa e inspiradora.