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Geena Davis

GEENA DAVIS, MUSA NAS TELAS E NA VIDA

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GEENA DAVIS, MUSA NAS TELAS E NA VIDA

Ela é linda, premiada, criou um instituto para debater a importância de boas representações femininas no cinema e na televisão e, não bastasse tudo isso, é uma das protagonistas de um dos meus filmes favoritos: Thelma & Louise. Geena Davis se não existisse teria de ser inventada.

Nascida nos EUA, em 1956, filha de uma assistente de professora e de um engenheiro civil, Geena era uma garota comum muito interessada em artes e principalmente em música. Tanto que, ainda criança, ela aprendeu a tocar flauta, piano e órgão.  O interesse pelo universo artístico continuou na vida adulta e ela decidiu estudar teatro na Universidade de Boston.

Com 35 anos de carreira, ela obteve bastante sucesso no cinema, especialmente nas décadas de 1980 e 1990. Em 1989, foi premiada com o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme O Turista Acidental, mas o seu maior êxito no segmento foi o filme Thelma & Louise, um ícone de libertação feminina. Ela também fez história ao protagonizar a série Commander in Chief, que conta a historia fictícia da primeira presidenta dos EUA. Pelo papel ela foi premiada com O Globo de Ouro em 2006

Com o objetivo de discutir a necessidade de boas representações femininas na televisão e no cinema e de mostrar para meninas que elas podem ser o que quiserem, ela criou em 2004 o Instituto Geena Davis. Em 2009, por conta desse projeto, Geena recebeu um titulo honorário de Doutora em Belas Artes pela Bates College.

Em 2015, ela deu mais um passo no caminho da equidade de gênero e colaborou para o lançamento de um festival anual de cinema que terá sua quarta edição em 2018. O The Bentonville Film Festival é realizado na cidade de mesmo nome, no estado do Arkansas, e tem como proposta dar mais visibilidade às minorias sociais, premiando obras que possuam em seu elenco e equipe mulheres e outros grupos socialmente vulneráveis. Geena Davis, que mulher!

 

Terapia do Riso

TERAPIA DO RISO

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TERAPIA DO RISO

Minha avó costumava dizer: rir é melhor remédio para os males da vida. Acredito que essa seja uma máxima de todas as avós e mães, uma espécie de sabedoria milenar. Nos últimos anos, a ciência tem comprovado isso na prática por meio de vários testes. Uma pesquisa finlandesa publicada recentemente no Journal of Neuroscience, por exemplo, aferiu a liberação de opioides (substâncias que provocam sensação de relaxamento e prazer) pelo cérebro de voluntários que assistiram, durante 30 minutos, a várias cenas de comédia ao lado de dois amigos próximos. O mesmo teste foi aplicado nas mesmas pessoas após meia hora de silêncio, sozinhos em um quarto.

O resultado: rir em grupo aumentou significativamente os níveis de opioides dos voluntários, produzindo uma sensação de bem-estar, diversão e paz interior. Os pesquisadores também identificaram que, quanto mais intensas as risadas, mais fortes são esses efeitos no cérebro. O estudo demonstrou ainda que o cérebro associa a pessoa com quem rimos (ou que nos fez rir) ao resultado prazeroso – por isso lembramos sempre com prazer e saudade das pessoas que nos levam ao riso, à alegria.

Eu sempre fui uma pessoa de bom humor, a “palhaça” da turma, aquela que naturalmente fazia a turma rir. Isso sempre foi um prazer pra mim, uma verdadeira realização, e eu acabei levando essa característica para a minha vida profissional. Não à toa, os meus personagens mais marcantes têm uma forte ligação com o humor, caso de Ivonete, presente que o querido Walcyr Carrasco me deu na novela Caras & Bocas, #naomeabsorvafabiano, e a Suzi, personagem do meu monólogo “De perto ela não é normal”, há 15 anos em cartaz.

Ser uma porta-voz do riso é uma das minhas grandes alegrias enquanto pessoa e profissional. Ouvir o público me dizendo que saiu do meu espetáculo mais leves e com um olhar positivo sobre a vida é a minha maior realização. Vamos rir, mais, Brasil! Porque acredito que rir não apenas nos ajuda a enfrentar os problemas do dia a dia e deixa tudo mais leve, como também dá sentido à vida, afinal, não viemos a esse mundo a passeio, mas para arrasar, não é mesmo? #nascipraserfeliz. Ah, claro, rir é bom também porque faz bem à pele e à saúde, confirmam os cientistas. Mas disso, como disse no início, eu nunca duvidei  #vovojasabia.

ORIGEM DAS PALAVRAS PROTAGONISTA

ORIGEM DAS PALAVRAS: PROTAGONISTA

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ORIGEM DAS PALAVRAS: PROTAGONISTA

Muita gente não sabe, mas além de atriz e dramaturga, eu sou formada em Filosofia. Não sou de ficar citando filósofos nos meus discursos, mas tenho a filosofia como um lugar de intimidade, um conhecimento que, brinco, internalizei nas minhas células e levarei para o resto da minha vida. Sou completamente apaixonada por A Poética, de Aristóteles, (na minha opinião o primeiro manual de roteiro do mundo) e bebo muito dessa fonte para criar meus personagens e também para refletir sobre o meu ofício enquanto artista.

Como sabemos, a Grécia Antiga é o grande berço da civilização ocidental. Foram os gregos que definiram, por exemplo, os conceitos daquilo que hoje entendemos por democracia, filosofia, e também dramaturgia – o meu trabalho diário. Naturalmente, muitas das palavras que utilizamos nos dias de hoje também têm origem ligada à sociedade grega e refletir sobre a origem delas é algo que gosto de fazer no meu dia a dia e um hábito que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Dentro do universo da dramaturgia, a figura do protagonista é uma das mais importantes. A palavra vem do grego PROTAGONISTES. PROTO, em grego, significa o principal, e AGONISTES, o batalhador, aquele que vai enfrentar desafios, superações, provações. No filme O Amor não Tira Férias, da diretora Nancy Meyers, a personagem da atriz Kate Winslet é confrontada com a seguinte reflexão: durante anos, por conta de um amor não correspondido, atuou como coadjuvante no roteiro da própria vida e permanecia estagnada. A partir dessa análise, feita com ajuda do personagem interpretado pelo maravilhoso ator Eli Wallach, ela decide assumir o protagonismo da própria vida e virar o jogo.

Em resumo, o protagonista é aquele que assume o papel principal de uma jornada, cheia de desafios e superações, e que, no processo, passa por um desenvolvimento, chegando ao final melhor do que quando começou a caminhada. E aqui vai uma reflexão importante: ser protagonista não é ser melhor que os outros – ou tirar vantagem sobre outra pessoa -, mas ser a melhor versão de si mesmo, constantemente. Alguém que acredita em si e nos seus sonhos e vai atrás dos seus objetivos com afinco, foco e fé. E você, tem sido o protagonista da sua própria história?

 

JE T’ADORE, JEANNE!

JE T’ADORE, JEANNE!

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JE T’ADORE, JEANNE!

Desde que iniciei esse meu caso de amor com o ofício de atriz, Jeanne Moreau sempre foi uma das minhas grandes inspirações. As mulheres fortes, passionais, libertárias e pouco convencionais que ela imprimiu na grande tela em filmes como Segredos de Alcova (1954), Os Amantes (1958), e Jules e Jim – Uma mulher para dois (1962) despertaram em mim o desejo de fazer o mesmo em cena e também o de criar personagens tão marcantes quanto no teatro, no cinema e na televisão nacional #inspiracao.

A beleza, fora do padrão em vigor na época (ditado pelas deusas Marilyn Monroe e Brigitte Bardot), e a voz grave e sensual foram outros fatores que contribuíram para que ela conseguisse arrebatar o meu coração – e o do mundo, claro. Conhecida como Bette Davis francesa (embora odiasse a comparação com a diva do cinema norte-americano), Jeane foi a grande musa da Nouvelle Vague, movimento artístico do cinema francês, e inspirou cineastas de renome, como Orson Welles (que a considerava a melhor atriz do mundo), Jean-Luc Godard, François Truffaut, Luis Buñuel (a quem chamava de “papai espanhol”), Werner Fassbinder e Tony Richardson.

Em 65 anos de carreira, trabalhou em mais de 130 filmes e também atuou como diretora (dirigiu dois longas-metragem e um documentário sobre a atriz do cinema mudo, Lilian Gish). Mas sua grande paixão sempre foi a arte de atuar, um ofício que, como ela gostava de definir, toca emoções muito delicadas. “Atuar é transmitir vida”, disse certa vez. Jeanne também afirmava que, ao atuar, o ator não se esconde, mas se expõe completamente, uma opinião que eu compartilho: no jogo de cena, além das características dos personagens, há muita coisa do ator que o interpreta e é justamente nessa mistura que está a beleza da nossa arte.

Jeanne nos deixou neste ano, aos 89 anos, mas seu talento e sua arte seguirão nos emocionando e inspirando eternamente. Je t’adore, Jeanne!