Category

#ChegarLa

O LUGAR DA MULHER

O LUGAR DA MULHER

By | #ChegarLa | No Comments

O LUGAR DA MULHER

De todas as cenas do filme Titanic, um dos maiores vencedores de Óscar da história, há uma em particular que me marcou profundamente: a que a protagonista Rose (interpretada pela bela Kate Winslet) observa uma menina sendo ensinada pela mãe a se portar como uma “dama” à mesa do chá. Essa observação é reveladora, o que na dramaturgia chamamos de epifania, e marca uma decisiva mudança de comportamento da personagem.

Delicadeza, beleza e fragilidade foram, durante anos, alguns dos adjetivos mais utilizados para definir a nós mulheres. Palavras que, por traz de um verniz de sutileza, limitam o conceito do que é ser mulher, interferem diretamente do desenvolvimento da nossa autoestima e geram inúmeras inseguranças.

Por entender que a insegurança é algo imposto pela sociedade há anos à medida que as crianças crescem, sobretudo as meninas, a fotógrafa norte-americana Kate Parker decidiu registrar os momentos em que suas duas filhas exercitavam a própria espontaneidade, rompendo totalmente com aquilo que se espera de uma menina em nossa sociedade. “Minhas meninas sabem que elas são perfeitas do jeito que são: aventureiras, felizes, atléticas e engraçadas. Elas não precisam ter o cabelo arrumado, roupas combinando ou estarem limpas o tempo todo. Serem fortes é o suficiente”, afirma. As lindas imagens se transformaram no maravilhoso livro Strong is the New Pretty (Força é a Nova Beleza) #recomendo.

Acho a proposta da Kate super interessante justamente por questionar um padrão imposto há anos. Ao registrar e apresentar o comportamento “transgressor” de suas filhas, ela nos transmite uma mensagem importante de que quem tem de decidir o que somos e como devemos agir na sociedade somos nós mesmas e mais ninguém. Porque essa decisão impacta diretamente na nossa autoestima, na nossa autonomia, na nossa essência, na nossa felicidade e é determinante para os rumos que damos às nossas vidas, no âmbito pessoal e profissional. Palavras têm poder e devemos saber como usá-las a nosso favor. Elas até podem ajudar a nos descrever enquanto seres, mas jamais nos limitar. Lugar de mulher é onde ela quiser! #girlpower.

Um brinde ao teatro

UM BRINDE AO TEATRO

By | #ChegarLa | No Comments

UM BRINDE AO TEATRO

O teatro sempre fez parte da minha vida. Quando criança, eu costumava criar cenas inteiras na varanda da casa de Araruama e fazer apresentações improvisadas para os meus vizinhos vestida de Mulher Maravilha. Atuar sempre foi minha brincadeira preferida, um espaço no qual eu conseguia extravasar tanto a minha criatividade, quanto a minha hiperatividade – Felipão, meu pai, agradecia, hahahahahahahaha

Com o tempo, a brincadeira foi ficando séria e se transformou em um amor arrebatador. Eu dei os meus primeiros passos como atriz ainda adolescente no Tablado, tendo como mentora a querida Camilla Amado (que sorte a minha!).

Mas o teatro em si foi a minha grande escola profissional. Foi nele que aprendi o que é ser uma atriz completa e vivenciei algumas das minhas mais inesquecíveis experiências profissionais. O teatro também me encorajou a correr atrás dos meus sonhos e me ensinou a importância de ser uma atriz/produtora para dar vida à minha visão criativa, um aprendizado que eu coloquei em prática desde o início, com o espetáculo Do Outro Lado da Tarde, ao lado da minha amiga Maria Maya, e que exercito até hoje, com a minha peça De Perto Ela Não é Normal, há 15 anos em cartaz – e que em breve ganhará uma versão no cinema #aguardem!

Mas a minha grande gratidão com o teatro está ligada ao meu contato direto com vocês, meu público amado. A comunhão do ator com a plateia é algo mágico e especial e uma das coisas que mais me emocionam enquanto artista. Disse certa vez o escritor Carlos Drummond de Andrade que o ato de ir ao teatro é como ir à vida sem nos comprometer.

Concordo plenamente. Ir ao teatro, mais que um programa cultural, é uma iniciativa quase terapêutica. Costumo dizer que cada apresentação é única e especial e que todos os elementos envolvidos nessa grande celebração da vida (atores em cena e plateia) saem transformados ao fim de cada espetáculo.

Mas por que você decidiu falar sobre teatro hoje, Suzi?, alguns de vocês podem estar se perguntando. Bom, meus amores, fora a minha já declarada paixão por esta expressão artística milenar, o que me motivou a falar sobre assunto com vocês é que hoje, 19 de setembro, é comemorado o Dia Nacional do Teatro.

Fiquei curiosa em saber como é a relação de vocês com o teatro. Temos atores por aqui? Vocês têm atores mirins na família (quem sabe um filho, sobrinha ou vizinha que, assim como a Suzi pequena, organiza espetáculos caseiros para a família inteira, hahahahahaha). Me contem nos comentários!

 

REPRESENTATIVIDADE QUE TRANSFORMA

REPRESENTATIVIDADE QUE TRANSFORMA

By | #ChegarLa | No Comments

REPRESENTATIVIDADE QUE TRANSFORMA

Representatividade é uma palavra de extrema importância pra mim. Isso porque eu acredito que ter alguém que te representa em algum segmento do seu interesse serve de modelo, te motiva a chegar lá também e gera a reflexão: se ele chegou lá, eu também posso!

Por isso, me interesso por projetos que trabalhem essas questões, sobretudo com as meninas que, desde muito cedo, são “doutrinadas” em nossa sociedade sobre o que são e o que não são “coisas de mulher” (estamos em 2017, hello?!). Quando se trata de meninas negras, então, o negócio fica ainda mais sério, porque envolve outras barreiras pesadas, como o racismo e a vulnerabilidade social.

Nesse sentido, o Plano de Menina é uma iniciativa que vem tentar ajudar essas meninas a superarem essas questões e realizarem os seus planos de vida. Criado em 2016 pela jornalista Viviane Duarte, o projeto tem por objetivo empoderar meninas de 13 a 18 anos de bairros como Capão Redondo, Grajaú, Pirituba e Brasilândia, na periferia de São Paulo.

Durante um ano, aos sábados, um grupo de mentoras e parceiras do projeto dão aulas gratuitas de autoestima, empreendedorismo, liderança, finanças e vida digital para as adolescentes. Entre as mentoras estão nomes como as maravilhosas Alexandra Loras, ex-consulesa da França em São Paulo, e Eliane Dias, empresária do grupo Racionais MC’s.

A criadora da iniciativa afirma que muitas das garotas participantes não trabalhavam e nem estudavam, tinham baixa autoestima e nenhuma ideia do que fazer no futuro. “Muitas crescem num ambiente tóxico, que faz com que elas pensem não ter direito a nada. São pais, tios ou vizinhos que falam: ‘não adianta sonhar, isso não é pra gente’. Só que toda menina tem direito a ter um plano. Ter uma meta é o primeiro passo para que elas se tornem protagonistas de suas histórias”, afirma Viviane, em entrevista à revista TPM.

“Na minha trajetória, já fui chamada de burra e de macaca por causa da minha cor. Mas também tive apoio de pessoas que acreditaram em mim e me ajudaram a desafiar a ideia de que uma negra da periferia não poderia entrar numa escola de elite como a Sciences Po, o Instituto de Estudos Políticos de Paris, onde boa parte dos presidentes da França estudaram. Eu consegui e virei a melhor aluna da turma. Hoje quero ajudar outras meninas da periferia a realizarem seus sonhos”, conta a ex-consulesa e embaixadora do projeto, Alexandra Loras, na mesma reportagem.

Criar pontes entre as meninas de periferias e mulheres de sucesso de áreas diversas é inspirador e importante para que elas tenham consciência de que podem, sim, ser o que quiserem, que ninguém pode limitá-las e que um mundo, que antes se mostrava inacessível, pode ser real. É emocionante pensar na potência que estamos criando para as próximas gerações. Mulheres fortes, empoderadas, destemidas e conscientes do seu potencial. Um brinde a projetos como esse. Um brinde à #representatividade!

suzana_pires

POR QUE FALAR DE DINHEIRO AINDA É UM TABU FEMININO?

By | #ChegarLa | No Comments

POR QUE FALAR DE DINHEIRO AINDA É UM TABU FEMININO?

Nos anos 90, ouvi, pela primeira vez, o termo maria gasolina, usado para designar as meninas que só ficavam com garotos que tivessem bons carros. Era moda o modelo GOL GTS, GTI, GTX, que as twenty-something, millenials, não sabem o que é, mas que as quarentonas, perenials, vão lembrar! Depois, veio o termo maria chuteira, para caracterizar as moças que namoravam jogadores de futebol e, dia desses, escutei: aquela tipa é uma batedora de carteira, para adjetivar as moças que tenham namorados ricos.

Por que nossas preferências por esse ou aquele homem acabam sempre nos trazendo adjetivos que aliam nosso afeto ao poder financeiro do cara? Por acaso, só aos homens é reservado o status que o sucesso financeiro traz? A resposta para essa pergunta é: Simmmmm!!!! Quantas vezes já não ouvimos que “aquela velha rica só gosta de garotinhos” para identificar uma mulher que tenha sucesso financeiro e esteja namorando um homem mais jovem? E, assim adjetivá-la numa única frase de carente, ridícula e sem noção; sem jamais saber que a tal “coroa pegadora” é uma baita profissional, dona do próprio negócio e, consequentemente, dona dos próprios desejos. Uma mulher que conquista sua independência financeira tende a ser mais Dona de Si do que as mulheres que ainda dependem financeiramente do pai ou do marido.

Calma! A independência financeira é algo a ser construído. Uma menina de 18 anos não tem como ter seu próprio dinheiro porque está se preparando para isso, e é essa preparação um dos momentos mais importantes da vida feminina. É entre 15 e 20 anos que formamos nossas crenças definitivas. Aquelas crenças que vão guiar nossos passos e escolhas no futuro, portanto, nada mais importante que uma adolescente rebelde entender que sua energia pode servir (e muito!) para seu empoderamento.

Se ela focar toda essa energia em se “formar” não só na escola ou na faculdade, mas também na observação da vida feminina, terá mais chances de perceber as crenças limitadoras que a sociedade joga na mulher que tem a audácia de ser bem-sucedida. Observando as crenças limitadoras e as identificando como tal, fica mais fácil para uma jovem entender que sua luta por independência financeira dará a ela também independência emocional.

Sabe por que? Porque construir uma vida tem seu preço. Fazer escolhas, realizar sonhos custa caro. Nem sempre você vai conseguir ir a todas as festas, ou sair com todos os garotos que quiser, pelo simples fato de que ele pode não entender você preferir estudar para a prova a ficar com ele. Uma jovem mulher que opta por construir sua vida vai, necessariamente, optar por construir relações afetivas que a impulsionem.

Sim, essa moça vai perceber mais rápido quando estiver diante de um namorado que a diminua, ou que diminua seus sonhos e a sua capacidade de realizá-los. E, caso ela não identifique rápido essa cilada, a vida vai identificar por ela, e ela vai sair do fundo do poço dos abusos morais sofridos e se reerguer, porque a força interior, essa pérola única, ninguém tira de dentro de uma mulher #DonaDeSi.

Ao seguir sua trajetória e iniciar seu sucesso, essa mesma moça #DonaDeSi vai ouvir que “aquela ali só quer se dar bem” ou “aquela ali é carreirista”, “ ela só tá ganhando essa grana porque transou com alguém”, “porque teve um caso com o chefe” ou “ ganha dinheiro, mas tá sem homem” e por aí vai. Poucas serão as vezes em que ela ouvirá que seu trabalho é muito bom, que ela é decidida, comprometida com sua vida e digna de muito respeito. Uma amiga pode verbalizar isso, sua mãe, seu pai, mas o mundo (ah! esse mundão machista) vai trabalhar, incansavelmente, para que ela desista. Está se reconhecendo, minha amiga? Pois é, acontece com todas nós que ousamos quebrar padrões, que ousamos pensar com a própria cabeça, que ousamos ganhar bem, que ousamos adquirir bens, que ousamos ser responsáveis por nós mesmas.

Depois de escrever tudo isso, fico pensando: “Suzi, você não está sendo pessimista demais”? Não… não estou. Porque, culturamente, uma mulher que batalha para conquistar seus sonhos e CONSEGUE soa estranho, porque o “normal” seria essa mesma mulher batalhar, batalhar e desistir. Não, nós não vamos desistir. Essa crença, mais uma crença limitadora a nosso respeito, se apresenta em diversas facetas: quando uma de nós escuta que está trabalhando muito e negligenciando os filhos, ou a vida afetiva, ou o corpo (ah lá, só trabalha: tá gorda!); quando recebemos, em média, 30% menos que os homens na mesma posição que a nossa; quando não nos contratam porque o investimento da empresa em você pode não render o desejado quando você tiver filhos, afinal, isso pode desacelerar sua vida profissional. E se a licença-maternidade se igualasse a licença-paternidade, esse problema estaria resolvido: a mulher tem quatro meses de licença e o pai da criança também. Nada mais justo para a empresa, os profissionais e também para a criança!

Os limites nos são colocados a todo instante e o que nos tira dessa condição? Nossa alma empreendedora. E por que somos empreendedoras natas? Porque, querido mundo machista, tudo o que você entrega para uma mulher, ela não só multiplica em valores financeiros, mas, também, em valores com propósitos. Ou vocês já viram uma mulher fazer algo só por fazer? Pode ser qualquer atividade, mesmo que ela não goste tanto, ela aplica propósito, por exemplo: “Eu não gosto de lavar roupa, mas vou lavar roupa para fora porque, além de ganhar meu dinheiro, estarei também entregando a roupa cheirosa, deixando cada cliente satisfeito”. E esta mesma mulher vai fazer tão bem seu trabalho que pode aumentar seu negócio, construindo uma trajetória que começa por lavar roupa no tanque e chega a  uma lavanderia. E isso vai acontecer porque o serviço terá excelência, sendo esse o propósito.

Empreender deve ser nossa postura onde quer que nossa vida profissional esteja desenhada, porque a ação de empreender não tem só  relação com negócio próprio. Empreender é inovar, sair da acomodação, correr riscos, cometer erros, se desafiar, transformar ideias em realidades e, assim, atingir grandes resultados, entendendo que o seu grande negócio é VOCÊ!

E por que afirmo com veemência que empreender é algo próprio das mulheres? Porque, neste momento, somos NÓS que precisamos sair de nossa caverna, como um dia os homens já fizeram. E “sair da caverna” é, sim, perigoso, ainda mais para uma moça…mas, você, amiga, não é mulher de se retrair com riscos e perigos, afinal você é uma #DonaDeSi.

Sim, podemos construir nossa vida a partir de uma ação empreendedora, de propósitos, munidas de garra e também de ambição. Eita que essa palavra é mais um tabu feminino: ambição. Nas novelas, a ambiciosa é sempre a vilã e a mocinha, sempre a tanto faz como tanto fez. Apenas: NOT.  Ambição não é algo negativo para uma mulher, como fomos ensinadas a pensar. Ambição é desejar o que seja seu, amada. E partir para conquistar seu território, com ética. Ambição é querer, desejar e se movimentar, sempre embasada por sua ética, seus princípios e propósitos. Sua ambição não precisa derrubar uma colega de trabalho, ao contrário, sua ambição pode fazer você ser uma líder inspiradora. Pense nisso: por tantos anos fomos tratadas como moeda, sendo objetificadas e precificadas devido ao nosso corpo, cabelo, nossa pele, cor dos olhos… fosse em nossa vida privada, nossa exposição pública nos anúncios e também no ambiente profissional. Mas quem nos objetificou não foi nossas ambições. Nossa ambição vem talhada de amor, e isso faz e fará ainda mais diferença no mundo. Aceite sua ambição! Faça as pazes com ela! Te garanto que ambição-ética será sua melhor conselheira.

Além de empreender, fazer as pazes com sua ambição e conquistar seus bens materiais, conquiste também bens “sexuais”… que tal a possibilidade de ter um garotão com abdômen tanquinho, de sunga, te esperando com o jantar pronto e um bom drinque quando você chegar cansada de um dia de trabalho?! Hã? É uma opção toma-lá-dá-cá com o que os homens já fizeram com a gente? Sim, é. Mas é muito bom!!! [risos eternos]

Beijo em cada uma de vocês. Sororidade total!

LINK para a matéria no site da revista Marie Claire: http://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Dona-de-Si/noticia/2017/11/suzana-pires-por-que-falar-de-dinheiro-ainda-e-um-tabu-feminino.html

 

MULHERES SUPERPODEROSAS

MULHERES SUPERPODEROSAS

By | #ChegarLa | No Comments

MULHERES SUPERPODEROSAS

Empoderamento é uma das palavras mais utilizadas nos dias de hoje. Um termo que tem atrelado a si outras questões cruciais para qualquer ser humano, como a autoestima, por exemplo. Aprender a se amar é um dos passos mais importantes para qualquer pessoa trabalhar as suas potencialidades.

Quando se trata de autoestima, é inevitável falarmos sobre os padrões de beleza irreais impostos pela sociedade a nós mulheres. Ao fazermos o recorte para mulheres negras e gordas, os impactos causados por esses mesmo padrões são ainda maiores e nocivos, resultando, muitas vezes, em quadros de depressão e até tentativa de suicídio.

Por isso, sempre que fico sabendo de projetos que valorizam todos os tipos de beleza feminina eu faço questão de enaltecer. É o caso da iniciativa criada pela Luana Xavier, minha querida amiga, produtora executiva da minha peça De perto ela não é normal e neta da maravilhosa atriz Chica Xavier. Batizado de Melanin, a iniciativa celebra em poderosas imagens a beleza de mulheres negras de diversos formatos de corpo.

Identidade Negra é outro projeto fotográfico maravilhoso que trabalha com essa temática. Criada pela estudante de fotografia Jessyca Alves e pela expert da moda Rosana Theodora, a iniciativa buscou celebrar a beleza e a identidade da mulher negra brasileira. Encontradas por meio do Facebook, as mulheres retratadas, com idades entre 14 e 49 anos, também escreveram depoimentos sobre as dificuldades que já enfrentaram na vida por conta dos padrões de beleza impostos pela sociedade. “Passei minha vida toda sem saber quem eu era, sem ter conhecimento das minhas origens, da minha raça. Eu não sabia qual era minha verdadeira identidade”, afirmou a estudante em entrevista ao Buzzfeed Brasil.

Destaco também o projeto Superafro: O poder da mulher negra desenvolvido há três anos pelo jornalista Weudson Ribeiro e que registra, de maneira espontânea, a beleza das mulheres negras moradoras de Brasília. A iniciativa visa dar voz e, principalmente, visibilidade a esse tipo de beleza tão nosso, mas ainda bastante discriminado.

Ações como essas são importantes pela mensagem que transmitem: a de que nós mulheres podemos ser quem somos sem ter vergonha alguma de aceitar nossas características naturais ou precisar se enquadrar em padrões para nos sentirmos aceitas e felizes. Precisamos sempre ter em mente que são essas singularidades que nos fazem únicas e interessantes. Viva todas as belezas, viva todos os corpos. Salve a beleza da mulher brasileira!