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UMA PONTE PARA OS TALENTOS DA PERIFERIA

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UMA PONTE PARA OS TALENTOS DA PERIFERIA

Muitas vezes o que separa uma atriz ou uma modelo de uma pessoa que trabalha em outras áreas é apenas uma questão de oportunidade. Existe muita beleza e talento espalhado pelo Brasil, mas nem todos conseguem #chegarlá e na maioria dos casos o que falta é apenas um meio. Esse quadro se intensifica ainda mais nas periferias.

Pensando nisso, a produtora Danielle Lago e a jornalista Camilla Lamoglia criaram uma agência de casting com um recorte bastante específico: a Madalena Arte e Talento é focada exclusivamente na busca de atores, modelos e músicos nas favelas do Brasil. Não é demais?!

Com uma proposta humanizada, a empresa cria uma ponte entre jovens e o mercado audiovisual, favorecendo a diversidade em vários âmbitos. Possibilitar a carreira de novos protagonistas oriundos das favelas e gerar oportunidades inovadoras de negócios é a missão da empresa, que pretende criar um catálogo dos artistas com suas aptidões e histórias de vida.

Em entrevista ao portal Economia IG, Daniella explica que a agência conta com uma equipe de profissionais experientes e com network ativo para lapidar os novos artistas, que por enquanto estão sendo procurados nas favelas cariocas e paulistanas. Esse trabalho de lapidação é de extrema importância nessas regiões que muitas vezes carecem de acesso à educação.

O novo modelo surgiu de uma demanda crescente dos contratantes nas áreas de publicidade e propaganda, eventos, entretenimento e mídias de maneira genuína e humanizada. As redes sociais da Madalena apresentam os agenciados com uma linguagem super moderna, despojada e verdadeiramente urbana.

Inicialmente o trabalho de casting começou nas favelas do Rio de Janeiro e São Paulo, mas a ideia é cada vez mais abrir possibilidades para os jovens espalhados pelas diversas regiões do país. Quem tiver interesse pode se agenciar pelo e-mail: novostalentos@madalenatalentos.com.br ou pelo site da empresa.

Essas e outras ações de empreendedorismo em comunidades de baixa renda fazem a diferença não só pela transformação social de que são capazes mas também pelas possibilidades de inovação em diversos setores. Sabemos que a diversidade tem ganhado cada vez mais espaço em setores dominados por padrões de beleza irreais como a moda, por exemplo. Mas ainda é pouco! Precisamos de novos rostos! Novos protagonistas e oportunidades! Viva os talentos das periferias!

VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

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VELA QUE AJUDA O PODER FEMININO

Vocês sabem como eu considero super importante as mulheres se unirem para conquistarem seus espaços e direitos. Felizmente, temos visto cada vez mais o poder feminino e a sororidade crescerem ao redor do mundo. E, muitos projetos, que surgem de parcerias entre instituições e empresas, têm contribuído para a conscientização da importância dessa busca por igualdades.

Exemplo disso é a união de forças das marcas L’Occitane en Provence– por meio da Fundação L’Occitane- e da revista Marie Claire para criarem a ação solidária La Flamme, que tem como objetivo principal contribuir para a educação e emancipação feminina em todo o mundo. A iniciativa, criada originalmente em 2015 na França, utiliza os lucros da venda da vela La Flamme (criada especialmente para a campanha), que leva o nome de uma chama por ser símbolo de esperança e de luz do conhecimento, para apoiar ações relacionadas à causa feminina.

A verba arrecada com a venda das velas La Flamme Marie Claire nas lojas L’Occitane en Provence do Brasil serão destinadas ao Consulado da Mulher, ação social da marca Consul. O instituto trabalha, desde 2002, com incentivos ao empreendedorismo feminino como forma de promoção da transformação social. Com um alcance em todo o território brasileiro, a organização seleciona, apoia e empodera mulheres empreendedoras, ajudando-as com a gestão de micronegócios, fornecendo capacitações para que elas possam empreender da forma mais eficiente e consigam ampliar seus negócios e sair da informalidade.

Desde 2015, a ação La Flamme já contribuiu para instituições de diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Espanha. E agora, além de contribuir para o trabalho do Consulado da Mulher, no Brasil, a ação apoiará as instituições Entrepreneurs du Monde, em Burkina Faso (África) e Toutes à L’école, no Camboja.

Com um perfume floral, a vela La Flamme Marie Clarie já estão sendo vendidas por R$40 em todas as lojas físicas e também no e-commerce da L’Occitane en Provence. Você pode ajudar muitas mulheres ao apoiar essa ação tão charmosa e inspiradora.

A LUTA POR UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA


A LUTA POR UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA


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A LUTA POR UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA

Ao longo de muitos anos, as mulheres tem batalhado para conquistar- de forma lenta e gradativa- seus direitos. Muitos foram conquistados, mas sabemos que a construção da sociedade igualitária que tanto almejamos é algo que demanda um enorme trabalho de conscientização e apoio, principalmente, entre as mulheres. A organização sem fins lucrativos Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA) é um exemplo de dedicação e luta feminina.

Fundada em 1997, no Rio de Janeiro, a organização feminista CAMTRA surgiu com a ideia de construir uma sociedade justa e igualitária por meio de incentivos a mulheres, ajudando-as a promover seus direitos e fortalecer suas autonomias. Pensando nisso, a CAMTRA investe no trabalho junto às mulheres pobres, além de grupos comunitários e coletivos de mulheres.

A CAMTRA trabalha com quatro principais temas que considera essenciais para a luta feminista – direitos sexuais e direitos reprodutivos; educação para autonomia; trabalho das mulheres; e violência contra as mulheres.

O pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos pelas mulheres é fundamental para assegurar seus direitos humanos, porém isso está sendo impedido pelo alto índice de conservadorismo e a tutela do corpo das mulheres na concepção das políticas públicas. Por isso, a CAMTRA luta pelo direito da mulher de ter autonomia sobre o seu próprio corpo, sendo livre para escolher reproduzir ou não, além de buscar aumentar o acesso às informações e educação sexual, aos métodos contraceptivos, a vivência da sexualidade livre de discriminação e violência.

Outro tópico trabalhado pela organização é o incentivo à educação (não apenas formal, mas também popular, valorizando os saberes prévios do povo e suas realidades culturais) como forma de disseminação de valores sociais no combate às discriminações, em especial as de gênero, raça/etnia e orientação sexual.

A valorização do trabalho das mulheres é outra frente por qual a CAMTRA luta. Culturalmente responsabilizadas pelos serviços de casa (trabalho socialmente desvalorizado e invisibilizado), as mulheres, principalmente as negras, enfrentam maior dificuldade na hora de se inserirem no mercado de trabalho remunerado, ficando com funções mais precarizadas e mal remuneradas, com menos acesso a direitos. A organização luta para acabar com isso, disseminando informações sobre direitos e visibilidade das condições de trabalho das mulheres e sua autonomia econômica.
 Além disso, a Casa da Mulher Trabalhadora junta-se aos esforços de luta de combate a violência contra as mulheres, que é uma das formas mais graves de desigualdade entre homens e mulheres.

Com um trabalho amplo e balanceado, a organização sem fins lucrativos trabalha há mais de 20 anos para melhorar a autonomia e empoderamento feminino em comunidades do Rio de Janeiro. Infelizmente, ainda não alcançamos uma sociedade totalmente justa e igualitária, mas trabalhos como esse que nos fazem acreditar que estamos cada vez mais próximos do nosso objetivo final!

 

DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

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DESLIGUE O SEU SMARTPHONE E ABRA UM LIVRO!

Eu sou uma leitora voraz, sempre fui, desde menina. Viver apenas uma vida sempre me pareceu pouco demais e essa foi, por sinal, uma das razões que me motivaram a ser atriz. Ler sempre foi uma forma de não apenas viver outras histórias, mas também de viajar para lugares distantes e fazer novas amizades. A leitura, infelizmente, nunca foi um hábito difundido em nosso país e com o advento da internet e dos smartphones foi perdendo cada vez mais força. Nada contra as novas tecnologias (quem me conhece sabe que eu sou totalmente fã dessas novidades que, na maioria das vezes, facilitam e muito a nossa vida), mas é impossível não notarmos os impactos nocivos delas aos índices de leitura nacional.

Com o intuito de mudar este cenário, o desenvolvedor de software Fernando Tremonti criou o Leitura no Vagão , projeto que leva livros a terminais de ônibus e estações do metrô de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “Eu já tinha o hábito de deixar livros por onde passava. Se terminava um livro num restaurante, por exemplo, ele ficava por ali. Então decidi criar um projeto e centralizar esse movimento no ambiente que eu mais frequentava.”, disse em entrevista ao blog Livros, educação e Tecnologia, do jornal O Estado de S. Paulo.

A iniciativa funciona da seguinte maneira: um livro é deixado no banco para que um usuário possa lê-lo durante seu percurso no metrô ou no ônibus. A ideia é que a pessoa leia, tire uma selfie com o livro e use a hashtag #LeituraNoVagao para falar sobre a obra. Depois disso, o livro deve ser passado para frente para que outros possam ler. No começo, Tremonti compartilhava os livros que tinha em sua casa, em São Paulo, e divulgava os locais onde os deixava por meio das redes sociais. Com o tempo, o projeto foi se tornando conhecido e começou a receber doações de livros de outros leitores e também de editoras dispostas a contribuir com essa corrente do bem. Hoje, passados três anos, a iniciativa conta com o apoio do metrô de São Paulo e do Rio de Janeiro e já chegou a cidades como Brasília e até Santiago, no Chile.

Outro projeto superinteressante neste sentido é o Esqueça um Livro, criado também em São Paulo pelo jornalista Felipe Brandão. A iniciativa foi inspirada no conceito estadunidense “book crossing”, que propõe o compartilhamento de “livros esquecidos” em lugares públicos. A primeira ação do projeto foi realizada no aniversário de São Paulo (25 de janeiro) e consistiu na distribuição de mais mil livros previamente arrecadados por Brandão – em pouco mais de 30 minutos, todos os exemplares já tinham novos donos. O sucesso da iniciativa é tamanho que, desde 2013, conta com edições itinerantes em diversas cidades do país.
Para participar é muito simples: o interessado deve baixar e imprimir um marcador do Esqueça um Livro, disponível no site do projeto. Depois, deve “esquecer” um livro em algum lugar público com o marcador. O livro “esquecido” deve ser fotografado e a imagem deve ser enviada para o site do projeto, com a legenda, nome do livro, autor e local onde o livro foi deixado. “Sonho com o dia em que alguém vai me abordar para dizer que começou a ler por causa do projeto”, afirma Felipe. Um sonho lindo, não é mesmo? Eu sou super favorável a essas criativas iniciativas que contribuem para a circulação ideias e conhecimento e estimulam o contato do público com os livros. Vamos ler mais, Brasil! Faz um bem danado ☺

CONHEÇA ZICA, A EMPREENDEDORA QUE TRANSFORMOU UMA INSATISFAÇÃO PESSOAL EM UM NEGÓCIO MILIONÁRIO

CONHEÇA ZICA, A EMPREENDEDORA QUE TRANSFORMOU UMA INSATISFAÇÃO PESSOAL EM UM NEGÓCIO MILIONÁRIO

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CONHEÇA ZICA, A EMPREENDEDORA QUE TRANSFORMOU UMA INSATISFAÇÃO PESSOAL EM UM NEGÓCIO MILIONÁRIO

 

Eu já falei aqui com vocês sobre o crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil e também sobre o perfil da brasileira empreendedora. Hoje, eu gostaria de trazer um exemplo de empreendedora de sucesso para te inspirar a apostar no seu potencial e tornar realidade o seu sonho de negócio. Foi a partir de uma insatisfação pessoal que a minha conterrânea Heloísa Helena Assis, mais conhecida como Zica, identificou um novo negócio que começou como um salão de bairro e se transformou no Instituto Beleza Natural, maior rede de salões especializada em cabelos crespos e ondulados do Brasil.

Mulher negra e periférica, ela não se conformava com os produtos disponíveis no mercado para o tratamento de cabelos crespos e cacheados como os dela. “Na época, não tinha nenhum produto especializado no cuidado de cabelos crespos e cacheados, você podia cortar, deixar black power ou alisar. Mas eu queria meu cabelo com balanço, com volume controlado. Queria preservar sua originalidade”, contou em entrevista à revista Claudia. Percebendo que, assim como ela, havia uma clientela de homens e mulheres que se sentia excluída pelo mercado da beleza, ela não teve dúvidas e começou a misturar e testar em si mesma (e também no irmão, Rogério) algumas substâncias com o objetivo de encontrar o produto ideal. Isso tudo com apenas 21 anos!

Os testes eram feitos nas pausas e nos dias de folga de seu trabalho como empregada doméstica, função que ela desempenhava desde os nove anos de idade. Sem nenhuma experiência em química, Zica fazia as aplicações na base da tentativa e do erro e, no processo, chegou a perder parte do próprio cabelo. A saga em busca da fórmula ideal consumiu dez anos. Após a descoberta, ela buscou a ajuda de uma química para melhorar o produto e com o auxílio de uma antiga patroa conseguiu patentear a fórmula, que batizou de Super Relaxante.

A próxima etapa foi abrir o próprio salão de beleza. O investimento veio da venda do fusca que era utilizado pelo marido, motorista de taxi, e que representava a principal fonte de renda da família (composta por eles e por mais três filhos pequenos). “O carro era tudo o que tínhamos. Foi uma decisão muito arriscada vendê-lo, porque o negócio podia não vingar. Mas nós acreditávamos muito na fórmula, vimos como meu cabelo havia mudado por causa dela e sabíamos que muita gente queria essa mudança também”, relembrou em entrevista à revista Época Negócios.

O veículo foi vendido por R$ 3 mil e o irmão Rogério e uma amiga, Leila Velez, deram mais R$ 1.500. O salão começou a funcionar na região da Muda, bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, e, em menos de um ano, se transformou em um sucesso (a fila para ser atendida no espaço começava a se formar às cinco da manhã e o salão só abria às oito!). Com o aumento da demanda, Zica precisou expandir o negócio e começou a formar equipes extras e investir na abertura de filiais.

A empresa que começou com um investimento de menos de cinco mil reais, hoje é um negócio que tem fábrica própria, 45 operações (entre salões e quiosques) em cinco estados, 50 produtos no catálogo, três mil funcionários, 130 mil clientes por mês e que fatura R$ 150 milhões por ano! E Zica, a ex-empregada doméstica que decidiu apostar no próprio sonho, se transformou numa empreendedora de sucesso e entrou para lista das dez mulheres mais poderosas e influentes do Brasil da revista Forbes. Uma mulher de visão, coragem e talento. Um exemplo de empreendedora!

Mulher Empreendedora 2

O CRESCIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO NO BRASIL

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O CRESCIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO NO BRASIL

Como já falei anteriormente aqui com vocês, o empreendedorismo feminino é um assunto que considero extremamente importante e um segmento que, felizmente, tem crescido bastante no nosso país. Somamos, atualmente, mais de oito milhões de empreendedoras no Brasil e somos responsáveis por 51% dos novos negócios abertos em nosso pais (já empreendemos mais que os homens, mulherada!).

Boa parte desse crescimento se deve a iniciativas como a da Rede Mulher Empreendedora (RME), criada em 2010, e que, atualmente, conta com mais de 300 mil empreendedoras cadastradas. Suas idealizadoras, Ana Lucia Fontes e Alice Salvo Sosnowski, tiveram a ideia de montar o projeto depois de participarem do programa 10 mil mulheres da FGV, do banco de investimentos Goldman Sachs, que, desde 2008, oferece formação em administração e gestão de negócios para mulheres empreendedoras ou que desejam empreender.

A Rede Mulher Empreendedora oferece workshops, palestras e encontros nos quais são oferecidas informações essenciais para as mulheres que têm o sonho de empreender. As empreendedoras cadastradas também têm acesso a conteúdos e dicas sobre o universo do empreendedorismo. Você, leitora, é uma mulher empreendedora? Tem vontade de empreender? Conta aqui pra mim e vamos, juntas, falar um pouco mais sobre empreendedorismo feminino.

Mulher Empreendedora

QUAL O PERFIL DA BRASILEIRA EMPREENDEDORA?

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QUAL O PERFIL DA BRASILEIRA EMPREENDEDORA?

A gente já falou aqui sobre o crescimento do empreendedorismo no Brasil, sobretudo o empreendedorismo feminino, mas, fica uma dúvida no ar, quem é essa empreendedora brasileira sobre a qual tanto falamos?

A Rede Mulher Empreendedora (RME) buscou responder essa questão e organizou, em 2016, o estudo Quem São Elas. O levantamento mostrou que a empreendedora brasileira tem, em média, 39 anos, quase 80% têm ensino superior completo ou mais, e mais da metade (55%) têm filhos – das que já são mães, 75% decidiram empreender depois da maternidade.

Mas para entendermos de fato o empreendedorismo feminino brasileiro, precisamos analisar outros importantes aspectos. Por exemplo, somente 20% das mulheres empreendedoras são negras e pardas. Não podemos falar sobre esse tema sem mencionar as empreendedoras de classe C. Uma pesquisa feita pela RME revelou que, nas classes C e D, as mulheres empreendedoras têm negócios voltados, principalmente, ao comercio, e se utilizam dos dotes adquiridos ao longo da vida.

Por conta disso, a maior parte delas costuma trabalhar com alimentos ou com confecção de roupas, por exemplo. Por empreenderem sem nenhum conhecimento teórico a respeito de administração, planejamento e organização, por exemplo, (seja por dinheiro ou por jornada dupla), elas estão mais sujeitas a verem seus negócios falirem do que as suas colegas de outras classes sociais.

Erros como misturar finanças pessoais com as da empresa, dificuldades no momento de solicitar crédito para capital inicial, acreditar que o negócio se sustentará na originalidade de um produto, não gostar do ramo de mercado escolhido, contratar pessoas por afinidade e não competência, são os principais erros cometidos por elas no processo. Por isso, é extremamente importante, ao decidir embarcar no empreendedorismo, que nós mulheres estejamos munidas de informação ou cercadas por pessoas com as quais podemos obtê-las. Empreender é um universo muito interessante, mas bastante complexo e repleto de desafios diários para os quais temos de estar preparadas.

Empreender é preciso

EMPREENDER É PRECISO

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EMPREENDER É PRECISO

No último domingo (19), foi celebrado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, um tema que, como vocês sabem, eu considero extremamente importante. De acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o empreendedorismo feminino no Brasil cresceu 34% nos últimos 14 anos. Somamos, atualmente, mais de 8 milhões de empreendedoras no Brasil e somos responsáveis por 51% dos novos negócios abertos em nosso pais (já empreendemos mais que os homens, mulherada!).

Abrir um negócio próprio no Brasil de modo geral não é fácil, mas empreender quando se é mulher é ainda mais difícil. “O preconceito ainda é um tema dominante na vida das mulheres porque a sociedade não acredita que homens e mulheres são iguais, mas nós somos”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

É inacreditável, mas as mulheres empreendedoras ainda precisam superar problemas como investimento desigual, desestímulos e sexismo para prosperarem em seus próprios negócios. Segundo dados do SEBRAE, apenas 10% das empresas mundiais lideradas por mulheres recebem investimento externo. Estima-se que essa desigualdade de investimento prejudique a geração de seis milhões de empregos em apenas cinco anos.

Outro grande obstáculo para o empreendedorismo feminino é o desestímulo que elas herdam do mundo empresarial, que não reconhece ou estimula o desenvolvimento de suas habilidades enquanto empreendedoras, herança direta do machismo. Ainda de acordo com o SEBRAE, 43% das mulheres deixam de abrir seus próprios negócios por medo do fracasso.

O empreendedorismo pode surgir por motivos distintos, como o desejo de se manter ativa no mercado após a maternidade, que ainda é um tabu em boa parte das grandes empresas; uma alternativa à crise econômica e a possibilidade de ter mais flexibilidade de horário para realizar outras atividades.

É lindo constatar que, apesar das adversidades, as mulheres estão tomando o controle de suas vidas e se lançando a novos desafios, não apenas aqui no Brasil, como no mundo inteiro. O projeto The Girls On The Road (http://www.thegirlsontheroad.com/), das empreendedoras brasileiras Taciana Mello e Fernanda Moura, por exemplo, entrevistou empreendedoras de 20 países para trazer histórias que possam inspirar e mostrar para outras mulheres que elas também podem fazer o mesmo #yeswecan. O caminho ainda é bem longo, mas acredito que, cada vez mais, estamos avançando nesse sentido. O mundo é nosso, meninas. E isso é só começo!

O LUGAR DA MULHER

O LUGAR DA MULHER

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O LUGAR DA MULHER

De todas as cenas do filme Titanic, um dos maiores vencedores de Óscar da história, há uma em particular que me marcou profundamente: a que a protagonista Rose (interpretada pela bela Kate Winslet) observa uma menina sendo ensinada pela mãe a se portar como uma “dama” à mesa do chá. Essa observação é reveladora, o que na dramaturgia chamamos de epifania, e marca uma decisiva mudança de comportamento da personagem.

Delicadeza, beleza e fragilidade foram, durante anos, alguns dos adjetivos mais utilizados para definir a nós mulheres. Palavras que, por traz de um verniz de sutileza, limitam o conceito do que é ser mulher, interferem diretamente do desenvolvimento da nossa autoestima e geram inúmeras inseguranças.

Por entender que a insegurança é algo imposto pela sociedade há anos à medida que as crianças crescem, sobretudo as meninas, a fotógrafa norte-americana Kate Parker decidiu registrar os momentos em que suas duas filhas exercitavam a própria espontaneidade, rompendo totalmente com aquilo que se espera de uma menina em nossa sociedade. “Minhas meninas sabem que elas são perfeitas do jeito que são: aventureiras, felizes, atléticas e engraçadas. Elas não precisam ter o cabelo arrumado, roupas combinando ou estarem limpas o tempo todo. Serem fortes é o suficiente”, afirma. As lindas imagens se transformaram no maravilhoso livro Strong is the New Pretty (Força é a Nova Beleza) #recomendo.

Acho a proposta da Kate super interessante justamente por questionar um padrão imposto há anos. Ao registrar e apresentar o comportamento “transgressor” de suas filhas, ela nos transmite uma mensagem importante de que quem tem de decidir o que somos e como devemos agir na sociedade somos nós mesmas e mais ninguém. Porque essa decisão impacta diretamente na nossa autoestima, na nossa autonomia, na nossa essência, na nossa felicidade e é determinante para os rumos que damos às nossas vidas, no âmbito pessoal e profissional. Palavras têm poder e devemos saber como usá-las a nosso favor. Elas até podem ajudar a nos descrever enquanto seres, mas jamais nos limitar. Lugar de mulher é onde ela quiser! #girlpower.

Um brinde ao teatro

UM BRINDE AO TEATRO

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UM BRINDE AO TEATRO

O teatro sempre fez parte da minha vida. Quando criança, eu costumava criar cenas inteiras na varanda da casa de Araruama e fazer apresentações improvisadas para os meus vizinhos vestida de Mulher Maravilha. Atuar sempre foi minha brincadeira preferida, um espaço no qual eu conseguia extravasar tanto a minha criatividade, quanto a minha hiperatividade – Felipão, meu pai, agradecia, hahahahahahahaha

Com o tempo, a brincadeira foi ficando séria e se transformou em um amor arrebatador. Eu dei os meus primeiros passos como atriz ainda adolescente no Tablado, tendo como mentora a querida Camilla Amado (que sorte a minha!).

Mas o teatro em si foi a minha grande escola profissional. Foi nele que aprendi o que é ser uma atriz completa e vivenciei algumas das minhas mais inesquecíveis experiências profissionais. O teatro também me encorajou a correr atrás dos meus sonhos e me ensinou a importância de ser uma atriz/produtora para dar vida à minha visão criativa, um aprendizado que eu coloquei em prática desde o início, com o espetáculo Do Outro Lado da Tarde, ao lado da minha amiga Maria Maya, e que exercito até hoje, com a minha peça De Perto Ela Não é Normal, há 15 anos em cartaz – e que em breve ganhará uma versão no cinema #aguardem!

Mas a minha grande gratidão com o teatro está ligada ao meu contato direto com vocês, meu público amado. A comunhão do ator com a plateia é algo mágico e especial e uma das coisas que mais me emocionam enquanto artista. Disse certa vez o escritor Carlos Drummond de Andrade que o ato de ir ao teatro é como ir à vida sem nos comprometer.

Concordo plenamente. Ir ao teatro, mais que um programa cultural, é uma iniciativa quase terapêutica. Costumo dizer que cada apresentação é única e especial e que todos os elementos envolvidos nessa grande celebração da vida (atores em cena e plateia) saem transformados ao fim de cada espetáculo.

Mas por que você decidiu falar sobre teatro hoje, Suzi?, alguns de vocês podem estar se perguntando. Bom, meus amores, fora a minha já declarada paixão por esta expressão artística milenar, o que me motivou a falar sobre assunto com vocês é que hoje, 19 de setembro, é comemorado o Dia Nacional do Teatro.

Fiquei curiosa em saber como é a relação de vocês com o teatro. Temos atores por aqui? Vocês têm atores mirins na família (quem sabe um filho, sobrinha ou vizinha que, assim como a Suzi pequena, organiza espetáculos caseiros para a família inteira, hahahahahaha). Me contem nos comentários!